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[Acho que o vídeo é uma mega-tendência, quase tão grande como mobile]

30
Dez 2016

Acho que o vídeo é uma mega-tendência, quase tão grande como mobile

Mobile first. É a expressão cliché, repetida vezes sem conta, em propostas a clientes, em formações, em conversas de café. Na verdade, continuamos a teimar em lembrá-la – vezes de mais até – pois em muitas estratégias de comunicação esta “regra” continua a não existir.

Agora olhemos para a frase que dá título a este artigo, da autoria de Mark Zuckerburg, e que lança assim a primeira grande tendência para 2017. O vídeo é hoje uma realidade para muitas empresas, faz parte das suas estratégias, mas será que todos já compreenderam o seu potencial? O seu verdadeiro impacto? Provavelmente não. E a esses, provavelmente, ainda teremos de continuar a lembrar “mobile first”.

Um estudo da Google aponta que hoje os adolescentes assistem menos 64% de TV do que os adultos, pois preferem ver online os seus vídeos.

Com um crescimento assinalável ano após ano e com um impacto direto nos negócios, o vídeo é claramente uma aposta segura. Para perceber esta realidade, veja o estudo da Cisco que estima que, em 2017, o conteúdo vídeo seja responsável por 69% de todo o tráfego na internet. E para que possa justificar esta aposta entre os seus pares, saiba ainda que, ao colocar um vídeo na sua landing page, poderá aumentar em 80% a sua taxa de conversão.

facebook-live-video

Várias são as plataformas que permitem a criação e partilha de conteúdos vídeo, mas a forte aposta do Facebook neste formato, massificou a utilização do formato Live pela generalidade das pessoas. Para que entendamos a importância deste formato, para Zuckerberg, em 5 anos o Facebook será na sua maioria em formato vídeo. Mas esta aposta segue um caminho natural, de acompanhar o crescimento e hábitos dos seus utilizadores. Outras redes ganharam o seu espaço neste formato, como é o caso do Twitch, que registou mais de 65 milhões de utilizadores a assistirem online a outras pessoas a jogarem videojogos. Compreendendo que 73% dos utilizadores desta rede social estão entre os 18 e os 49 anos de idade, é natural que outras redes sigam o exemplo e apostem no vídeo.

Mas o crescimento, facilidade de produção e partilha de vídeo, fez possível o nascimento de novas figuras mediáticas, os novos influenciadores de opinião, os Youtubers. Estas novas figuras movimentam milhares, e em muitos casos milhões, de seguidores. Algo impensável há bem pouco tempo, aliás, algo apenas possível para os que tinham acesso a meios de mass media.

Os novos influenciadores são para nós uma das tendências para 2017. O influence marketing tem vindo a ganhar o seu espaço nos últimos anos, tendo cada vez mais importância na estratégia de muitas marcas. Este ano reserva, sem dúvida, um crescimento para esta área.

82% afirmam que provavelmente seguirão a recomendação de um micro-influencer.

O crescimento do influence marketing surge como resposta à necessidade das marcas para se diferenciarem, assim como o crescimento do Ad Blocking. Para que se entenda melhor esta realidade veja-se o número de downloads do Adblock Plus (a extensão de bloqueio de anúncios mais popular do mundo) que atingiu mais de 500 milhões de downloads. O crescimento de soluções de Ad Blocking em mobile é ainda maior que em desktop, tendo-se assistido a um crescimento na ordem dos 90% YOY.

A relação com estes novos influenciadores permite às marcas aceder a conteúdo original e relevante para os seus seguidores. Conteúdo que muitas vezes poderá ser utilizado como Native Ads.

Native Ads, ou publicidade nativa em português, um formato de publicidade cada vez mais comum – em parte devido ao surgimento dos blogues e das redes sociais. Este formato consiste na publicação de conteúdo no mesmo formato dos outros conteúdos da plataforma, ou seja, mesmo layout e estilo, como se este fosse mais um post/artigo do autor. A única diferença está no facto deste estar assinalado, de alguma forma, como conteúdo patrocinado.

De acordo com uma pesquisa do Yahoo, a publicidade nativa gera um aumento de 114% no top of mind awareness em relação a outros formatos de anúncio.

Para o comum utilizador, o Native Ad é imperceptível e é algo que surge com naturalidade num feed de uma rede social ou num blogue. O seu conteúdo, por norma, é relevante, interessante e útil para o target a que se destina, o que beneficia em muito o mesmo.

Acreditamos que no próximo ano os Native Ads venham a ganhar ainda maior dimensão. Esta previsão baseia-se uma vez mais na necessidade de contornar ferramentas de Ad Blocking, mas sobretudo numa necessidade de posicionamento das marcas, na conquista de novas audiências e na preocupação com a criação de conteúdo relevante para as mesmas.

por Rodolfo Cardoso

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