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[ Agosto 8, 2018 by clickadmin 1 Comment ]

A importância de ser orador em conferências

Ser orador em conferências como o CLICKSUMMIT, por exemplo, ou noutra área totalmente diferente, em TED Talks, Webinars, Cimeiras, Simpósios, Congressos, e por aí fora, assume especial relevância para quem quer cimentar o crescimento da sua persona a nível digital, transpondo depois esse crescimento e esse aumento de notoriedade e relevância junto da sua própria rede de contactos, seja em que “rede” for.

Mas para que não sejamos nós a afirmá-lo, fomos tentar perceber junto de profissionais das áreas do Marketing Digital – e também eles oradores em conferências em Portugal e no Brasil – o que pensam eles sobre a importância de ser speaker em conferências no próprio país e que depois possam eventualmente vir a escalar a montanha para chegarem a oradores em conferências internacionais.

Luciano Larrossa, autor do livro Facebook para Negócios, editor do site Apptuts e orador em conferências quer em Portugal (já passou pelo CLICKSUMMIT), quer no Brasil, os dois países por onde divide a sua vida, tem uma opinião muito concreta:

“Vivemos num momento em que qualquer profissional de marketing pode usar as redes sociais para transformar o seu conhecimento na sua marca pessoal. Trabalhar a sua própria marca permite, não só, fortalecer o seu posicionamento no mercado mas também fazer testes de conteúdo e de anúncios. Trabalhar esta vertente é uma forma de demonstrar que não sabe apenas o conteúdo na teoria: que sabe aplicar de uma forma prática e que gere resultados.”

 

Na mesma linha de raciocínio, Pedro Caramez, especialista em LinkedIn, Formador e também ele orador em conferências em Portugal (já passou pelo CLICKSUMMIT), acredita que a mais valia associada a esta presença em palco como orador/moderador é inequívoca:

”Nos últimos anos, tenho realizado diversas intervenções públicas para boas audiências que acabam por ser um corolário do trabalho de formação e consultoria desenvolvido. Estes momentos reforçam, consolidam e engrandecem a nossa marca enquanto profissionais. A exposição pública é relevante e necessária para esta afirmação de força e crédito!”

Para quem quer construir uma carreira que inclua esta vertente de moderador/orador em eventos da sua área de trabalho, o caminho deve incluir coisas como:

– Tornar-se, de algum modo, um opinion maker/opinion leader dentro da sua área, nas redes sociais.
Pode parecer simples, mas não é. E não é simples porque é preciso construir uma personagem que seja reconhecida pelos únicos atores que decidem se somos ou não relevantes na área na qual estamos a produzir conteúdos: as pessoas que nos seguem, evidentemente;

– Construir uma comunidade local onde na qual passemos a ser uma referência e uma opinião valorizada;

– Debater questões, e partilhar conteúdo próprio ou de terceiros, que sejam relevantes para o público alvo, e que acrescentem algum valor à vida dessas pessoas;

Neste sentido, perguntámos a Catarina Cabral, Head of Marketing do TIMEOUT Market, como é que ela olha para este tema:

“O sucesso individual de cada um pode estar directamente relacionado com a forma como nos relacionamos e comunicamos com os nossos pares. Falar em público ajuda-nos precisamente a conquistar um espaço em que expomos as nossas ideias e formas de trabalhar. Se o fizermos bem, vão lembrar-se de nós. Pode ser bastante difícil no início, mas, como alguém (claramente bem mais experiente no assunto do que eu) me disse uma vez “fake it until you make it”. Além disso, participar em conferências e palestras também nos permite ir melhorando não só as nossas capacidades de comunicação, mas também os nossos conhecimentos. Queremos constantemente aprender mais, para podermos transmitir mais às pessoas, e isso é uma grande mais-valia.”

A gestão da carreira e o posicionamento que conferimos à mesma são temas cada vez mais em destaque.
Pedro Rebelo, Gestor e Agente de carreiras, não tem dúvidas relativamente à importância que a presença em eventos pode ter nesse posicionamento:

 

“Ser orador em conferências e evento, é partilhar emoções, valores e “know-how”.
A nossa marca pessoal sai naturalmente potenciada, e com isto acresce a responsabilidade de ser melhor e entregar cada vez mais valor nas palestras que damos, seja em que tipo de evento for.”

 

Não é só em Portugal que isto ganha especial relevância. Lá por fora o pensamento é o mesmo.
Janine Medeira, autora do blog Poupadinhos e com Vales, faz disto vida e diz-nos em poucas linhas, porque é que é tão importante ser orador em conferências:

 

“Para mim, marcar presença em conferências como o CLICKSUMMIT é um total reconhecimento do meu trabalho! Acho importante para a marca, porque além de acrescentar valor apresentá-la na maior conferência de marketing digital do país, enquanto oradora posso partilhar todos os conhecimentos que fui adquirindo ao longo dos anos e quem sabe inspirar pessoas.”

 

 

Daria Vodopianova, oradora em eventos e especialista em Personal Branding, tem uma visão muito clara sobre os benefícios que falar para uma audiência pode ter na construção de uma personalidade pública e na capacidade de influenciar um grupo grande de pessoas de uma só vez.

“Feito de forma inteligente, falar em público é uma ferramenta poderosíssima. Que outra oportunidade é que temos de alcançar tanta gente presente num mesmo espaço, com a nossa mensagem? Nas redes sociais a capacidade de reter a atenção das pessoas é muito menor, por isso, talvez não exista mesmo outra oportunidade de ser tão preponderante e escutado por tanta gente como numa presença em palco num evento. Acredito que falar em público é uma arte que tem de ser treinada. À medida que formos sendo capazes de partilhar mais e melhor conteúdo em palco, a nossa autoridade e marca pessoal vão crescer de forma orgânica.”

 

Rita Sampaio, diretora de Marketing e co-fundadora do SHARE Algarve, tem também experiência não só como oradora, mas também como organizadora de um evento:

“As decisões mais importantes para um organizador de uma Conferência prendem-se com os oradores. Muitas questões surgem na altura de compor um programa: “Será que irá trazer conteúdo útil e relevante para a audiência?”, “Conseguirá criar empatia, e comunicar eficazmente”, “Tem uma boa presença em palco?”, “Será suficientemente popular ou influente, para acrescentar valor ao meu cartaz, e trazer mais público?”. Se foi convidado para ser orador numa Conferência é porque a sua carreira, e a sua marca pessoal, comprovaram que o organizador respondeu positivamente a todas estas questões. Os meus sinceros PARABÉNS!”

 

Por último quisemos saber o que pensa o nosso mentor e fundador, Frederico Carvalho, sobre esta temática.
Para o fundador do CLICKSUMMIT esta questão é bastante simples:

“A melhoria contínua não tem fim, e ao longo dos anos enquanto facilitador de aprendizagem em formações na área digital e na curadoria de 5 edições do CLICKSUMMIT com mais de 150 oradores, posso dizer que um dos pontos principais em que falar em público traz melhorias é na habilidade e capacidade de perceber as reações das pessoas à mensagem que se quer passar. Partilhar o conhecimento em conferências ajuda a melhorar o seu conhecimento, já que é preciso estruturar o pensamento e um bom discurso informativo, partilhando o seu conhecimento com o público, aumenta drasticamente a auto-confiança e a habilidade em comunicar com os outros.”

 

Deu para perceber porque é que é tão importante ser orador em conferências, seja onde for?

Esperamos sinceramente que este texto tenha ajudado a compreender a relevância que esta participação pode assumir na sua carreira.

AboutÉlia Teixeira

Comment [01]

  1. Agosto 9, 2018

    Seja no mundo académico ou no mundo não académico, ser orador num evento significa reconhecimento vindo dos nossos pares. Podemos ser convidados por recomendação, na sequência de um “achievement” ou em resposta a call for papers.
    Seja como for, é importante que, aliado ao conhecimento do tema, haja preparação para a comunicação em público. Estruturar o pensamento, preparar o documento de apoio, pensar nos altos e baixos que a apresentação pode ter, de forma a captar a atenção de quem ouve.
    Só quando subimos a palco é que sabemos se estamos ou não preparados. É sempre um desafio, mesmo quando já não é a primeira vez.

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